Sex, 04 de Março de 2011 14:21

Curiosidades

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COMO O NOVO SISTEMA PLAY AND STAY PODE MELHORAR O SEU JOGO

Data: 22/08/2011

Por Suzana Silva

A Federação Internacional de Tênis, atenta ao movimento dos tenistas na direção desta ou de outra forma de lazer, percebeu que muitas pessoas que começavam a jogar tênis acabavam parando depois de algum tempo.

Ver um tenista profissional em ação, ter um ídolo esportivo do próprio país, quadras públicas à disposição, tudo isso influi para que alguém decida dar suas primeiras raquetadas.

Mas a permanência no esporte depende de mais alguns fatores.

Quais?

Os leitores deste site (Tênis Brasil) provavelmente já foram mordidos pelo “bichinho” do tênis e possuem um mínimo de controle, ou seja, já passaram da fase de “furar” bolas e de usar muito mais tempo pegando bolas perdidas do que efetivamente rebatendo-as.

E o começo? Foi fácil?

Neste mundo moderno, tecnológico e rápido em que vivemos, são poucas as pessoas que dispõe de paciência e de tempo para aprender um jogo novo e se divertir.

Normalmente usam apenas os dedinhos num joystick ou num teclado e está valendo.

Tênis? “Ah, é muito difícil”, “Não tenho coordenação para jogos com bola”, “Eu a uma raquete não poderemos nos dar bem nunca!”, são desculpas comuns para manter as pessoas longe do esporte branco.

E, quando conseguem começar? Após três meses de infrutíferas tentativas para controlar a bolinha, desistem e partem para esportes ou atividades físicas mais fáceis, e que promovem ganhos em condicionamento físico: corrida, futebol, voleibol, Pilates, e todas as modalidades de fitness.

Respondendo à pergunta do início deste artigo, o sistema Play and Stay é um fator de peso para influenciar a permanência das pessoas no tênis por mais tempo.

O slogan do programa: “Saque, jogue e pontue” já diz tudo: é preciso que o tênis seja encarado em sua essência, ou seja, como um jogo, desde o dia 1.

Este é o segredo da coisa. As trocas de bola permitidas pelo sistema Play and Stay são o “pulo do gato”: mais bola em jogo, mais deslocamentos por mais tempo, e como conseqüência mais condicionamento físico aeróbico.

Mas, que raio de negócio é isso do Play and Stay?

É tão simples e óbvio que pensamos: como não tive esta idéia antes? O sistema Play and Stay usa bolas mais lentas, em espaços reduzidos, aumentando as chances de pessoas - com ou sem experiência esportiva anterior - conseguirem trocar mais bolas!

Todo o sistema é baseado neste princípio de facilitar o aprendizado: há quatro velocidades de bola e três tamanhos de quadra progressivos em dificuldade (veja quadro).

Com a bola mais lenta (vermelha, 25% da velocidade da bola normal), no espaço aproximado da área de saque, iniciantes de todas as idades conseguem trocar muitas bolas, desde o primeiro dia. E a idéia central do sistema fica garantida (saque jogue e pontue desde a primeira aula!).

Conforme o praticante evolui, pode-se aumentar o tamanho da quadra e a velocidade da bola.

Um professor de tênis familiarizado com o sistema poderá ajudar nessa transição.

O importante é que seja mantida a possibilidade de trocas de bola, com domínio pelos praticantes.

É outra coisa praticar com amigos usando a bola correta para o nível de habilidade!

Professores antenados já usam bolas mais lentas em suas aulas de adultos e crianças iniciantes há algum tempo (aqui no Brasil são fabricadas aquelas bolas com menor pressão, normalmente de duas cores), porque perceberam que além de permitir maiores trocas de bola e a sensação do jogo, também contribuem para o aprendizado mais rápido da técnica.

Explico: mais lentas, permitem que o aluno acerte melhor a percepção do tempo da bola e acione a preparação do golpe, fundamental para o contato firme e à frente do corpo.

Mas, atenção: as duas cores dessas bolas antigas nada têm a ver com as bolas do Play and Stay.

As bolas oficiais do sistema possuem indicação no tubo ou no invólucro indicando Vermelha – Laranja – Verde.

As bolas de duas cores nacionais seriam intermediárias entre a vermelha e a laranja, aproximadamente.

Para saber mais, entre no site da CBT (www.cbtenis.com.br).

Lá, além do link para o site do sistema (www.tennisplayandstay.com), você ainda pode acompanhar a aplicação disso tudo nas competições nacionais até 10 anos.

Lembrando: o sistema facilita o aprendizado para adultos e crianças.

Fonte: Tênis Brasil

 

 

Os Segredos da Raquete

Você sabia que antigamente as raquetes eram feitas de madeira?

Somente nos anos 80 as raquetes passaram a ser feitas de fibra de carbono.

Hoje, elas são muito mais leves e aerodinâmicas, o que permite um ganho significativo na velocidade dos golpes.

Mas você conhece as principais características das raquetes para que isso aconteça?

Engenheiros fazem cálculos para que as raquetes atinjam os objetivos específicos destinadas a cada modelo.

Por traz disso, há muita ciência e tecnologia envolvida.

Veja os principais fatores considerados na construção das raquetes:

MATERIAL

As raquetes são feitas de grafite, titânio ou kevlar, que podem também estar misturadas entre si ou com fibra de carbono.

As raquetes de alumínio são indicadas para crianças ou adultos iniciantes.

Já as raquetes de grafite, são recomendadas para crianças avançadas ou adultos de nível intermediário

CABEÇA

A cabeça pode variar de 88 a 135 polegadas quadradas, mas a grande maioria possui entre 90 a 110.

Midsize – Cabeças de até 104 polegadas oferecem menor potência e maior controle. Ideais para tenistas competitivos e de fundo de quadra.

Over-size - Cabeças de 104 a 110 polegadas aumentam a velocidade do golpe, mas diminuem a precisão.

Superover-size – Cabeças acima de 110 polegadas são indicadas para jogadores recreativos. Favorecem o saque, voleio e slices.

EQUILÍBRIO

- Ideais para iniciantes, quando o peso maior da raquete está na cabeça, consegue maior velocidade, porém menor controle.

- Para os tenistas intermediários, existem raquetes com equilíbrio zero.

- Ideais para tenistas mais avançados, com o peso no cabo raquete, há menor potência e maior controle.

 FLEXIBILIDADE

As raquetes podem ser mais flexíveis ou mais rígidas.

Quanto mais flexíveis, soltam menos a bola e exigem dos tenistas o uso de mais força do braço.

TAMANHO

Existem raquetes com mais de 27 polegadas de comprimento.

Quanto mais comprida a raquete, maior será o alcance, a potência e a facilidade de obter ângulos.

Por outro lado, a desvantagem é maior dificuldade no manuseio e perda de precisão.

As raquetes mais longas são recomendadas para tenistas recreativos.

PONTO DOCE (SWEET SPOT) 

Sweet Spot ou área doce de uma raquete é a área central das cordas, onde se consegue maior rendimento no impacto com a bola.

Quando batemos a bola fora do centro do aro, a raquete produz uma torção e vibração mais significativa, o que pode incomodar o braço causando Tennis Elbow, por isso recomenda-se que iniciantes devam usar raquetes maiores, ou seja, que possuem maior ponto doce.

Quanto menor o ponto doce, maior precisão é exigida do tenista.

GRIP (EMPUNHADURA)

A empunhadura ou grip é área onde você segura a raquete.

É a grossura do cabo da raquete, que depende do tamanho da mão do jogador.

Usualmente, o grip pode ser encontrado em 6 tamanhos.

Há duas diferentes nomenclaturas para os tamanhos de grip: a americana que expressa o diâmetro em polegadas e a européia que nomeia os tamanhos de L0 a L5.

Veja ao lado uma tabela de equivalência entre as nomenclaturas.

Como medir a empunhadura mais indicada?

Há dois métodos usuais para medir o tamanho ideal do grip:

O primeiro consiste em empunhar uma raquete e com a outra mão posicionar seu dedo indicador entre a ponta dos dedos e a palma da mão que esta segurando a raquete.

Seu dedo deve caber justo neste espaço.

Se sobrar um vão, o grip está grande demais, se o dedo não couber o grip está pequeno demais.

 

 

Caso você não disponha de raquetes com diversos tamanhos de grip ou deseje obter maior precisão em sua medida, você pode utilizar o segundo método.

Esse consiste em medir a distância entre a linha do meio da palma de sua mão até a ponta de seu dedo anelar.

Vale lembrar que se você tiver dúvida, é melhor estimar por cima, já que o risco de lesões é muito mais alto quando se utiliza um grip menor do que o ideal.

 

Você pode usar overgrips sobre o cabo da raquete para compensar o tamanho do grip em 1/16 de polegadas ou em 1/8 de polegadas.

CORDAS 

As cordas influenciam muito no desempenho e existe uma enorme variedade.

Difícil escolher a melhor?

São três fatores determinantes: Material, espessura e tensão.

- As de nylon são mais simples, mais grossas e resistentes, mas perdem a tensão rapidamente e proporcionam menor sensibilidade do golpe.

- As de polyéster são resistentes, porém perdem a tensão rapidamente e absorvem melhor o impacto.

- As de tripa podem ser sintéticas (boa absorção e resistência, menor perda de tensão) ou natural (a mais indicada, porém de alto custo).

As espessuras geralmente variam entre 1.25 e 1.35.

TENSÃO DAS CORDAS

Na lateral de cada raquete é possível verificar a tensão das cordas que variam entre 50 e 55 libras (medidas no Brasil).

Quanto menor a libra, maior potência e menor o controle.

Quanto maior a libra, maior controle e menor o potência.

Fonte: HEAD BRASIL

 

 

Você sabe por que a contagem do game é 15 - 30 - 40?

Resposta: Antes das Regras Oficiais, quando o tênis era praticado dentro dos palácios ou nos vistosos gramados dos jardins, pela realeza européia, existia o seguinte:

O primeiro ponto era sacado da linha de base, este sendo vencido pelo sacador, ela obtinha o direito de sacar o segundo ponto, 15 polegadas à frente. Vencendo este ponto, novo avanço de mais 15 polegadas, somado ao primeiro então teríamos 30 polegadas. Vencendo novamente ela vai à frente em mais 10 polegadas, totalizando 40 polegadas, do o sacador realizava o saque.

Então vejamos: Existiam mais três linhas o fundo da quadra, que só valiam para o serviço. A linha de base (fundo), outra linha à 15 polegadas, outra à 30 polegadas e mais uma à 40 polegadas.

Teoricamente, quem era o sacador obtinha uma enorme vantagem e dificilmente o seu serviço era quebrado.

Fonte: Luiz Sisto